ALOPECIA

21/02/2012 11:58

 

 

 

TIENA CAPITIS 

A tinea capitis é infecção dermatofítica do couro cabeludo e pêlos, sendo os dermatófitos causadores dos gêneros Microsporum e Trichophyton. A infecção é transmitida por contato direto com propágulos de pessoas contaminadas ou, de modo indireto, por meio de objetos contaminados, como pentes e escovas. O homem é o único reservatório da infecção. O contato na escola é provavelmente o fator mais importante na rápida disseminação da tinea capitis.

Mais comum em crianças, rara após a puberdade; só ocorre em adultos em freqüência que varia de 3 a 5%.6.

O único sinal constante, considerado de valor diagnóstico, é o pêlo tonsurado ou ‘coto’ assumindo o aspecto denominado black ot (ponto negro), na verdade, resíduo da haste no folículo piloso. Quando ocorre alopecia parcial, apresenta-se em áreas poligonais, angulares, de margens pouco definidas com projeções em dedos; tufos de cabelos normais são encontrados em seu interior.

A descamação é aspecto comum, ainda que variável.

Pode ser mínima ou ocultar os pontos negros ou cotos dos cabelos tonsurados. O quadro pode mimetizar eczema seborréico ou psoríase. O prurido é manifestação importante.

Ocasionalmente, observa-se foliculite na periferia da placa. As alterações inflamatórias são incomuns – formação de kerion ou nódulos inflamatórios e foliculite. O quadro inflamatório não está presente em todas as áreas.

O curso da doença é imprevisível, podendo persistir indefinidamente por muitos anos, até a vida adulta; e o diagnóstico é raro, só sendo feito quando as culturas são realizadas. O diagnóstico diferencial inclui foliculite bacteriana, alopecia cicatricial, eczema seborréico, psoríase e lúpus eritematoso.

https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=estudo%20da%20preval%C3%AAncia%20de%20fungos%20em%20travesseiros%20de%20crian%C3%A7as%20com%20.pdf&source=web&cd=29&ved=0CFUQFjAIOBQ&url=http%3A%2F%2Fwww.anaisdedermatologia.org.br%2Fdownload_file.aspx%3FTargetFile%3Dv76%255C76n2orig_3.pdf&ei=-lYIT7DmCcH18QOt1OzQAQ&usg=AFQjCNFOhR6uPIeLm5DmudZqZBylkSmSHA&sig2=i5_hRTpcy7qMvzUs3qwIGw

 

 

Bons resultados com o uso de Óleos essenciais no Tratamento da Alopecia Areata (tomilho, alecrim, lavanda e cedro)

Por:

 

Às vezes encontro alguns artigos interessantes sobre temas que normalmente são pouco divulgados na área médica. Assuntos, na maioria das vezes chamados de alternativos, mas que eu prefiro entender como complementares aos tratamentos convencionais com medicamentos.

Encontrei um trabalho muito bom de um grupo de pesquisadores da Escócia. O estudo foi publicado no periódico Archives of Dermatology em 1998 com a aplicação de uma metodologia utilizada na medicina baseada em evidências. Critérios que atualmente definem o real valor de um tratamento medicamentoso ou cirúrgico.

Os pesquisadores decidiram realizar aplicações diárias seguidas de massagem de uma mistura de óleos essenciais de tomilho, alecrim, lavanda e cedro com óleos carreadores de jojoba e sementes de uva no couro cabeludo de um grupo de pacientes afetados pela alopecia areata e comparar este tratamento com o de um outro grupo onde eram aplicados e massageados diariamente apenas os óleos carreadores de jojoba e sementes de uva.

Dos 84 pacientes estudados, 43 foram alocados no grupo em que a mistura de óleos essenciais seria utilizada enquanto 41 usariam apenas os óleos carreadores. Observadores (dermatologistas), avaliaram a evolução sem saber quais pacientes participavam de cada grupo através de avaliações físicas e acompanhamento de fotos. Um computador realizaria uma avaliação analítica dos resultados obtidos pelos pacientes. O estudo foi realizado por 7 meses e teve um acompanhamento posterior ao protocolo de 3 a 7 meses.

Ao final, 35 pacientes do grupo que utilizava os óleos essenciais terminaram o protocolo, enquanto que 28 dos que usavam apenas os óleos carreadores seguiram em tratamento.

Dos 35 pacientes do grupo que utilizou óleos essenciais, 19 tiveram melhora do quadro clínico, enquanto 16 pacientes não responderam bem ao mesmo. O grupo com óleos carreadores teve apenas 6 pacientes apresentando melhora, sendo que em 22 pacientes não houve melhora do quadro.

Apesar dos resultados não serem tão expressivos no grupo que utilizou os óleos essenciais (pouco mais que 54% apresentaram melhora clínica), quando comparamos este resultado com o dos pacientes que usaram apenas os óleos carreadores (21% dos pacientes deste grupo tiveram algum sucesso), temos uma diferença muito significativa.

Os pesquisadores envolvidos no estudo concluíram que, utilizando uma metodologia utilizada em boa parte dos artigos científicos atuais para avaliar performance de medicamentos, o uso da mistura de óleos essenciais pode ser de grande valia pela efetividade e baixo risco à saúde do paciente. Além do que, comparando a resultados com outros tratamentos convencionais (o estudo cita o caso da medicação conhecida como difenciprona e do método conhecido como PUVAterapia), os benefícios deste tratamento com óleos essenciais foram estatisticamente melhores e mais seguros.

Referências:

Hay IC, Jamieson M, Ormerod AD. Randomized trial of Aromatherapy - Successful treatment for Alopecia Areata. Arch Dermatol. 1998;134:1349-1352

 


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