Toxicologia dos Óleos Essenciais.

15/04/2012 18:41

 

TOXICOLOGIA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS

Óleos essenciais, como já informado, são substâncias orgânicas, puras, voláteis e extremamente potentes. São considerados a "alma" de uma planta e são os principais componentes bioquímicos de ação terapêutica das plantas aromáticas e medicinais. 

Presentes em várias partes das plantas (folhas, flores, madeiras, ramos, frutos, rizomas), são compostos formados por várias de substâncias químicas - como álcoois, aldeídos, ésteres, fenóis, hidrocarbonetos, etc -havendo sempre a prevalência de uma ou duas delas, que assim irão caracterizar os aromas e a sua acção terapêutica.

Alguns óleos essenciais são absorvidos pelo sangue logo após a sua utilização, seja por massagem, inalação ou ingestão. Após 5 minutos da sua aplicação, já é possível detectar níveis apreciáveis de óleo no sangue e seu pico ocorre após 20 minutos. Seu destino principal é o fígado, que metaboliza (modifica) seus componentes por intermédio das enzimas e os redistribui aos músculos e tecidos adiposos. O tempo médio que um óleo permanece agindo no corpo humano é de 24 a 120 horas, sendo que logo após 2 horas de ingestão já vai se observando um decréscimo de sua presença. Este tempo de permanência varia de acordo com as substâncias que compõem cada óleo, por exemplo: o d-limoneno (presente no óleo de laranja e limão) permanece no corpo por aproximadamente 72 horas, até ser eliminado pela urina e pelas fezes. Neste caso, há também uma pequena quantidade de excreção pela boca e pele.

Embora o uso consciente dos óleos essenciais seja absolutamente seguro, há certos grupos químicos que exigem maior atenção e por isso cuidado. Ver abaixo:

Reações no fígado: os fenóis são poderosos componentes germicidas e antioxidantes que podem ser encontrados, por exemplo, nos óleos de segurelha, orégano e tomilho. São moléculas muito reativas que não trazem riscos à saúde, desde que empregadas por curtos períodos de tempo e em pequenas quantidades. Já o uso prolongado ou em doses maiores pode causar complicações ao fígado através do acúmulo dessas substâncias no organismo. Por esta razão, tratamentos terapêuticos usando fenóis costumam durar de 2 a 4 dias. Obs: esses componentes não causam problemas no uso esporádico como aromatizante alimentar. Além dos fenóis, os monoterpenos também podem ser prejudiciais ao fígado. Óleos essenciais contendo acima de 90% de terpenos simples (como o de junípero) precisam ser administrados com maior atenção.

 

Reações no SNC (Sistema Nervoso Central)

Efeitos psicotrópicos: óleos essenciais com propriedades psicotrópicas devem ser empregados com muito cuidado por via oral. Por exemplo: o óleo de noz moscada possui dois químicos de potencial alucinogênico quando ingeridos em altas doses (acima de 1,5 ml), a miristicina e a elemicina. Esses dois elementos, quando presentes no corpo humano, são convertidos em anfetaminas (MMDA = 3-metoxi-4,5-metilenedioxiamfetamina e TMA = 3,4,5-trimetoxianfetamina) que acabam afetando os níveis de serotonina do cérebro. Tal efeito faz o óleo ser útil em casos de depressão, mas pode, em altas doses, ter efeito semelhante ao êxtase, já que o MMDA é um precursor químico dessa perigosa droga. Em doses elevadas, tais elementos podem causar excitação, alucinações visuais, distorções de cores, fuga da realidade e despersonalização. Outros óleos com potenciais alucinogênicos: boldo do chile, cálamo, hissopo, absinto, tuia e erva-de-santa-maria.

Efeitos convulsivantes: óleos ricos em tujona (losna, sálvia officinalis), fenchona (funcho), cânfora e pinocânfora (cânfora, hissopo) são neurotóxicos (convulsivantes), podendo ocasionar distúrbios sensoriais e até psíquicos quando empregados em altas dosagens, principalmente de forma oral.

 

Reações cutâneas: certas pessoas têm pré-disposição para o desenvolvimento de reações alérgicas. Por isso é recomendável fazer um teste de sensibilidade aos componentes do óleo antes de iniciar o seu uso. Para fazê-lo, basta aplicar na articulação do cotovelo uma ou duas gotas do óleo já diluído em álcool de cereais. Se nenhuma reação for constatada em 48 horas, tal óleo poderá ser usado com segurança. Além das reações alérgicas, a fotossensibilidade de alguns óleos – sobretudo aqueles que contêm cumarinas e furanocumarinas – também pode causar sérios problemas, como queimaduras de pele, manchas escuras e até câncer. Os óleos cítricos são ricos nessas substâncias e, por isso, não devem ser aplicados sobre a pele seguida de exposição à luz solar e sem orientação profissional. Se tais reações ocorrerem, é recomendado passar sobre o local, no caso de manchas, o óleo essencial de hortelã-pimenta, pois ele acelera o processo de recuperação da cor natural da pele. Já nos casos de queimadura e ardência, aconselha-se o uso de lavanda, ho wood ou pau rosa.

OS ÓLEOS ESSENCIAIS SÃO PRODUTOS ALTAMENTE CONCENTRADOS QUE PODEM SE TORNAR PERIGOSOS SE MAL EMPREGADOS, PORTANTO CUIDADO

Procure um aromatologista.

http://oleosessenciais.org/category/aplicacoes/toxicologia/

 


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