REALIDADES DA CLÍNICA MUSICOTERÁPICA

03/03/2012 12:24

 

O QUE É MUSICOTERAPIA

Federação Mundial de Musicoterapia"Musicoterapia é a utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, num processo para facilitar, e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.

A Musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e/ou restabelecer funções do indivíduo para que ele/ela possa alcançar uma melhor integração intra e/ou interpessoal e, conseqüentemente, uma melhor qualidade de vida, pela prevenção, reabilitação ou tratamento". 
(Federação Mundial de Musicoterapia Inc. 1996 

 

 

http://www.musicoterapia.mus.br/revistabrasileirademusicoterapia.HTML

 

 

MUSICALIDADE, COGNIÇÃO E ESTÉTICA: REALIDADES DA CLÍNICA
MUSICOTERÁPICA
 
Clara Márcia Piazzetta1

 

 

Uma reflexão sobre a Estética na Musicoterapia a partir de recortes clínicos, torna mais acessível a compreensão de alguns aspectos complexos inerentes ao trabalho clínico com música. A expresão: a vida está na música porque a música está na vida é possível a partir de entendimentos complexos estéticos e musicoterápicos. 

Musicalidade, cognição e estética discutidos com o uso das cirandas aos sambas neste artigo trouxe consigo não apenas exemplos musicais característicos da cultura brasileira mas sobre tudo trouxe uma vida em desenvolvimento. Trouxe uma pessoa buscando a si mesmo e experimentando na música e com a música essas formas de ser e de entender o mundo à sua volta.

A experiência musical como ação cognitiva que acontece com as redes neuronais e esquemas sensório motores em ação, pode ser entendida a partir das sensações descritas tais como: suspensão (acordes dominantes, notas de tensão), a música em seu todo é crescente que permitem viver na música o que se é na vida e de modo seguro, experimentar-se como pessoa em relação com o outro (musicoterapeuta).

Os sentidos e os significados do processo realizado não estão apenas nas qualidades dos acordes e encadeamentos dos campo harmonicos menores ou nos intervalos descendentes, mas em como a vivência desses elementos conduziram a mudanças de escolhas nas estruturas musicais e a compreensão dos acontecimentos pessoais. As relações do homem com a música enquanto uma produção artística, na musicoterapia, preservam a integridade da linguagem musical (estética) sem desconsiderar as possibilidades de ação do cliente. Música, musicoterapeuta e cliente estabelecem uma relação recurssiva e consensual que revela mais uma função da estética: reviver os acontecimentos da vida. A efetividade clínica da música tem nesse acontecimento uma base de fundamentação para o entendimento dos processos musicais (musicalidade) e dos processos de pensamento (cognição) em ação nos processos clínicos.

 
 

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