Óleo essencial de laranja contra a dengue

19/05/2012 00:40

                                                       

A Professora Rogéria de Souza Nunes é uma das pesquisadoras que constatou a eficiência de óleos extraídos da casca da laranja e do alecrim-pimenta na eliminação das larvas do mosquito da dengue

"Esse produto é um larvicida natural que não agride o meio ambiente e não causa danos como os organofosforados, mais conhecidos como venenos", diz o professor Sócrates Cabral Cavalcanti, que participou

Pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe constataram a eficiência de óleos extraídos da casca da laranja e do alecrim-pimenta na eliminação das larvas do mosquito transmissor da dengue, o aedes aegypti.

Os óleos são produzidos naturalmente pelas plantas como mecanismo de autoproteção, uma espécie de repelente contra insetos que as utilizam como alimento. Por meio de aplicações da tecnologia farmacêutica, os pesquisadores transformaram os óleos em microcápsulas com o intuito de garantir maior eficiência como efeito larvicida.

" Esses óleos são multimisturas que apresentam características como volatilidade facilidade da substância de passar do estado líquido ao estado de vapor ou gasoso - e baixa solubilidade em água. Por conta disso, o processo de encapsulação é uma saída para resolver estas limitações dos óleos, favorecendo uma liberação mais prolongada dos compostos na água" , explica a professora de Farmacotécnica Rogéria de Souza Nunes.

A pesquisa realizou vários testes com outras plantas, mas com essas duas espécies detectou-se um desempenho mais ativo na mortandade dos focos do aedes aegypti.

                                                        Biodegradável

O material sólido utilizado para a produção das microcápsulas são compostos biodegradáveis - materiais que se reintegram à natureza após a decomposição - que aprisionam gotículas do óleo. Em contato com a água, essas microcápsulas absorvem o líquido e liberam o óleo que se espalha.

Esse produto é um larvicida natural que não agride o meio ambiente e não causa danos como os organofosforados, mais conhecidos como venenos, relata o professor de Química Farmacêutica, Sócrates Cabral Cavalcanti, acrescentando que as microcápsulas podem ser utilizadas em água potável, uma vez que não apresenta caráter tóxico, diferente dos larvicidas comuns.

O combate às larvas do aedes aegypti acontece de várias formas, entre elas está a inibição da passagem do impulso nervoso, através da ação de compostos dos óleos na membrana da larva, e o efeito anestésico que leva a larva ao coma, seguido de morte.

Para a professora Rogéria, os resultados da pesquisa são bastante promissores, mas para chegar ao mercado deve haver interesse do setor produtivo. Ela acredita que esses produtos e processos são potenciais geradores de patentes e entende que o custo do larvicida natural não é alto, uma vez que um dos materiais utilizados é encontrado em abundância no Estado por ser um produtor de laranja.

Já o professor Sócrates informa que o trabalho busca agora aperfeiçoar a liberação do óleo, através de um processo mais otimizado. Estão sendo realizadas também pesquisas para produção de compostos sintéticos destes óleos que atuem de maneira seletiva, agindo apenas nas larvas do mosquito e não atingindo a fisiologia dos mamíferos, acrescenta.

Fonte: UFS

Dica: Misture óleo essencial de laranja, cravo e citronela (6 gotinhas de cada em 100 ml de álcool e borrique no seu ambiente) Além de perfumar o ambiente, vai lhe trazer ânimo mental e calma emocional, espantando, ainda, indesejados bichinhos. 


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